sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Overdose de tristeza

 Minhas ideias geniais abandonaram minha mente. O desânimo corrói meus ossos como osteoporose precoce. A inveja me cega diante das oportunidades que a vida oferece; mesmo tropeçando nelas, não consigo as ver. O medo e a insegurança me ensurdecem perante os chamados do sucesso, quando ele grita meu nome. (Santa ignorância!)

 A dor relembra meu martírio. O pranto resseca meus olhos ao molhar minha face.
 Na busca incessante da felicidade, só encontro solidão e o vazio que me assola. Sem olhares apaixonados... sem carinho, nem ternura... Sem paz... Apenas indiferença.
 Sinto-me angustiado. Trago comigo as marcas de um passado doloroso. Sofro só de pensar em meu futuro: Lágrimas... Gritos... Fantasmas ao tempo... Almas feridas...
 Sinto um nó na garganta, um aperto no peito quando passo por ele (O destino).
 Tento superar os traumas; psicoses de minha infância mas, parece impossível... O tempo não passa, a noite é escura, o vento... frio!
 Tudo se cala, menos os rugidos do futuro. Não vejo mais nada. Apenas minha impiedosa sorte. Um calafrio me ocorre. Lágrimas descem à minha face. Fecho os olhos. Mas, as imagens continuam em minha mente: Dolorosas... Frias... Pavorosas... Sangrentas! Meu coração acelera repentinamente. Minha alma grita desesperadamente, mas... Ninguém a ouve!
 Cicatrizes surgem em meus pulsos. Feridas imensas pelo corpo. Náuseas... Dores... Sons... Cores. Lembranças me invadem. De repente... Estou morto!
 
 

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